A aorta é a grande artéria que transporta o sangue oxigenado do coração para todas as partes do corpo. A coarctação da aorta é uma patologia congênita acianogênica definida por um estreitamento na transição entre o arco aórtico e aorta descendente causando assim a diminuição do fluxo sangüíneo sistêmico, a partir da estenose do vaso, para a metade inferior do corpo. Por essa razão, os pulsos são mais fracos e a pressão arterial é mais baixa que o normal nos membros inferiores e os pulsos tendem a ser mais fortes e a pressão arterial mais elevada nos membros superiores.
Os pacientes acometidos por essa patologia geralmente apresentam cefaléias (dores de cabeça) ou epistaxe (sangramento nasal), dores nos membros inferiores durante a prática de exercícios, além de um quadro típico de insuficiência ventricular esquerda ou hipertensão arterial sistêmica em pacientes adultos. A maioria das crianças com coarctação da aorta também apresentam uma válvula aórtica anormal, a qual possui apenas dois folhetos ao invés dos três folhetos normais.
Na maioria dos casos seu diagnóstico é feito durante a infância, e sua evolução está diretamente relacionada ao tratamento precoce. No entanto, a falta ou a falha no exame médico neonatal pode proporcionar um retardo neste diagnóstico, acarretando em grande prejuízo ao prognóstico do paciente.
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